quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O Turismo no Douro

Está em marcha um processo para pôr uma velha e antiga locomotiva a vapor do Douro a funcionar. O resultado deste trabalho será para contribuir para o turismo duriense. Pretende-se oferecer aos turistas a maravilhosa visão sobre as vinhas e sobre o Rio Douro, património mundial da Unesco.
É um comboio a carvão que anda a apenas 30 km/h.
A ideia deste projecto tem como fim proporcionar às pessoas uma viagem ao passado, de modo a que possam contemplar a vista com outro olhar. O trabalho dos operários é bastante difícil, como colocar carvão, fazer a manutenção das peças… "Os passageiros fazem perguntas sobre tudo, desde as estações, material do comboio ou o combustível da máquina", afirmou um dos trabalhadores. Os turistas afirmam que esta viagem é única e encantadora. A única contrapartida é o fumo da locomotiva e o facto das roupas dos trabalhafores ficarem cheias de carvão.
E com um bilhete do comboio histórico, os clientes da CP podem usufruir de condições especiais de alojamento nos hotéis Régua Douro, Douro Park Hotel, Vintage House e Aquapura, bem como obter preços especiais no estacionamento na estação Porto/Campanhã.
Notícia apresentada por Roberto Santos, aluno do curso profissional de Turismo Ambiental e Rural

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Gastos turísticos

Na última aula os alunos do curso de Turismo Ambiental e Rural realizaram uma ficha de trabalho, sendo que um dos exercícios consistia na construção de um gráfico de barras com os gastos turísticos dos cinco principais mercados emissores de turistas para Portugal.
O gráfico que aqui apresento foi elaborado pela Ana Isabel, aluna nº 1 do curso e permite evidenciar os gastos (em milhões de euros) que os visitantes residentes no estrangeiro efectuam durante a sua estada turística no nosso país em 2000, 2002, 2004 e 2006 e a sua evolução ao longo desses anos.A conclusão mais importante a retirar deste gráfico é a de que os cinco principais mercados emissores de turistas a nível mundial dizem respeito, obviamente, a países desenvolvidos, cujas populações apresentam um elevado poder de compra. Só assim se compreende os substanciais valores de gastos efectuados pelos turistas oriundos dos EUA, da Alemanha, do Reino Unido, do Japão e da França em terras portuguesas.
Saudações turísticas

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Ter direito a férias é diferente de gozar férias...

Numa das últimas aulas de Turismo e Técnicas de Gestão falámos sobre a diferença entre ter direito a férias e efectivamente gozá-las. Vimos também que parte daqueles que passam férias, fazem-no sem saírem do seu local de residência habitual.
A este propósito, foi proposto aos alunos que constuíssem um gráfico de linhas com a evolução da percentagem de portugueses que gozam férias e que o fazem fora do seu local de residência habitual. A parte da construção do gráfico correu bem; o pior foi quando os alunos tiveram de fazer um comentário à análise do gráfico, visto que se verificaram algumas dúvidas na hora de explicar e justificar a situação vigente em Portugal a este nível. No entanto, depois de uma análise cuidada ao gráfico, as dúvidas dissiparam-se e os alunos puderam compreender que, efectivamente, cerca de 2/3 dos portugueses que gozam férias o fazem fora do seu local de residência habitual, o que implica a realização de estadas em alojamento turístico.
Deixo-vos com o gráfico da Ana Isabel , aluna nº1, que permite retratar a evolução tida na situação de férias dos portugueses, entre 1980 e 1998. Tentem responder à seguinte questão: qual a importância de termos uma elevada percentagem de portugueses que gozam férias a fazerem no fora do seu local de residência habitual?
Saudações turísticas

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O turismo a partir da 2ª Guerra Mundial

A partir de 1945 entra-se na terceira fase da evolução histórica do Turismo. Esta fase está subdividida em três:
· Entre 1945 e 1973;
· Entre 1973 e 1990;
· Entre 1990 e 2007.
Vou passar a explicar as três subfases:

Entre 1945 e 1973:
Houve inúmeras alterações, devido à independência de alguns países e ao crescimento da população. Isto trouxe consequências para a procura e para a oferta. Na procura houve alterações a nível do tempo livre, ou seja, houve mais tempo livre para as pessoas, férias pagas e descanso semanal. No rendimento foram adoptadas medidas sociais, reformas, subsídios, pensões etc. As pessoas viram-se na necessidade de combinar o trabalho com o prazer.
O turismo passou a ser a procura do sol e mar, segundo a política dos 3 S’s (Sun, sea, sand): sol, praia, areia. Na oferta as pessoas passaram a ter as suas próprias viaturas, houve uma produção em massa por parte dos organizadores de viagens, passou a haver uma maior preocupação por parte das organizações competentes, para o desenvolvimento internacional.
Entre 1973 e 1990:
Com a aceleração do desenvolvimento, os países mais pobres ficaram cada vez mais distantes dos países desenvolvidos. A segunda sub-fase começa em 1973 devido à crise do petróleo. Encurtam-se as distancias e as durações das viagens, e os preços de alojamento diminuem… Na procura houve alterações nos rendimentos reais, ou seja, o turismo é visto como um bem de primeira necessidade. Ao nível das motivações, as pessoas começaram a incluir actividades desportivas e culturais nos seus programas de férias, e a nível das viagens, onde as pessoas começaram a realizar viagens apenas de um dia. Na oferta surgem novas fórmulas para a utilização de meios turísticos. O turismo nacional ganhou poder e ultrapassou o turismo internacional.
Foi em Manila, nas Filipinas que se encontraram inúmeras estratégias para o desenvolvimento turístico.
Entre 1990 e 2007:
Surgem grandes fluxos intercontinentais, dando origem a novos desenvolvimentos no ramo turístico. A criação da moeda única foi um factor importante para o avanço do turismo, pois assim deixaram de haver impedimentos na passagem de pais para pais, deixando-se de se trocar as moedas dos turistas pelas moedas do pais. A liberalização das fronteiras também deu um grande contributo para isso. Surgiram novos países. E a Europa perdeu importância para os EUA a nível turístico, pois os EUA começaram a interessar-se e a desenvolver o meio.
Trabalho realizado por Roberto Santos, aluno do curso profissional de Turismo Ambiental e Rural

domingo, 2 de novembro de 2008

O turismo como factor de desenvolvimento rural

Todos os dias surgem notícias sobre o turismo, uma das actividades económicas de maior relevo para o nosso país. As regiões do Interior, com os enormes problemas socio-económicos que apresentam, podem ter no turismo, nas suas diversas vertentes (ambiental, de montanha, termal, etc,) uma excelente oportunidade para a criação de emprego e de riqueza. Visualizem com atenção a notícia que se segue e vejam como aldeias isoladas podem ter no turismo a sua "tábua de salvação".

Façam um comentário ao vídeo.
Saudações turísticas

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Breve história do turismo

Continuando o assunto iniciado na aula anterior, o tema do segundo módulo desta disciplina fala da história do turismo.
As principais fases do turismo dividem-se em três: a primeira fase, as primícias; a segunda fase, o nascimento (séc. XIX) e a terceira fase, o desenvolvimento (séc. XX e XXI).
Vou agora só falar da primeira parte e nos próximos textos falarei das restantes.
A primeira fase vai desde as primeiras civilizações gregas e romanas até à primeira metade do séc. XVIII.
As viagens foram iniciadas com a invenção da roda e essas viagens eram utilizadas para fins comerciais. As pessoas deslocavam-se, mas não tinha a noção do conceito “turismo”, nem conheciam tal palavra. Na Grécia e em Roma, os motivos que levavam as pessoas a viajar eram os Jogos Olímpicos, as produções teatrais, as competições atléticas, os festivais e os templos.
Em Roma, o Coliseu era a principal atracção, seguida das estâncias termais e das atracções comerciais.
Em Santiago de Compostela, as pessoas deslocavam-se até lá por motivos religiosos, e no Egipto eram pelas pirâmides e pelos templos.
Portugal também teve um papel importante na história do turismo, por via dos Descobrimentos, iniciados pelos portugueses por via marítima.

Trabalho realizado por Roberto Santos, aluno do curso profissiona lde Turismo Ambiental e Rural

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Visitantes, turistas e excursionistas

Na última aula deu-se início ao módulo 2, com a definição do conceito de turismo e a distinção de turistas e excursionistas. No final, foi proposto aos alunos que elaborassem um gráfico de barras com o número de estrangeiros que visitaram Portugal em três anos distintos. Aqui vos deixo com um dos vários gráficos que recebi, da autoria da Débora.
Só um conselho: se o gráfico tivesse sido elaborado em papel milimétrico estaria mais perfeito, dado que as barras apresentam algumas incorrecções no seu tamanho. Apesar de tudo, é elucidativo da situação da evolução registada entre 1990 e 2002.
Façam a análise do gráfico, justificando o elevada taxa de excursionistas que visitam Portugal.
Saudações turísticas

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Objectivos para o teste

Deixo-vos com os objectivos para o teste de 4ª feira com matéria do módulo 1.
- Grupo 1: três questões sobre o circuito económico;
- Grupo 2: duas questões sobre os tipos de capital;
- Grupo 3: três questões sobre os exercícios de produtividade e factores de produção (realização de cálculos);
- Grupo 4: duas questões sobre os exercícios de produtividade e factores de produção (realização de cálculos);
- Grupo 5: três questões sobre as curvas da procura e da oferta (realização de um gráfico);
- Grupo 6: três questões sobre a inflação (realização de cálculos);
- Grupo 7: uma questão sobre os tipos de políticas económicas.
Cada aluno terá de levar para o teste uma calculadora e uma régua. Não serão permitidos empréstimos entre alunos durante a realização do teste. Bom estudo...
Saudações turísticas

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

As políticas económicas

Na última aula desenvolvemos a noção de Políticas Económicas. São instrumentos que visam a elevação do nível de vida de população. Existem dois tipos de políticas: as políticas conjunturais, que são aquelas que visam manter e estabelecer o equilíbrio económico-financeiro a curto prazo, e as politicas estruturais, que têm como objectivo alcançar equilíbrios e lucros (monetários e não monetários) a longo prazo.
As duas políticas têm objectivos sociais (educação, saúde, segurança, transportes…), de estabilização (taxas de inflação desemprego, nível de vida…), de regulação (regulam a actividade económica) e de redistribuição (que raramente são executados, como as igualdades sociais entre as pessoas que deviam ser prioridade do Estado).
Outros dois instrumentos são as políticas monetárias que visam o controlo da oferta de moeda, para determinar a taxa de juro de mercado, e as politicas orçamentais que se relacionam com os impostos e que se determinam na elaboração e organização do Orçamento de Estado que define as receitas e gastos públicos.

Trabalho realizado por Roberto Santos, aluno do curso profissiona lde Turismo Ambiental e Rural

A inflação (continuação)

A inflação representa o crescimento contínuo e generalizado dos preços dos bens e é calculada como a taxa de variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC).
O oposto da inflação é a deflação, que corresponde a uma descida continuada e generalizada dos preços. A ocorrência de deflação é muito rara e está geralmente associada a períodos de depressão económica.
As razões para a ocorrência de deflação estão geralmente associadas a pressões provocadas pela procura, que levam a que a economia esteja a produzir acima do produto potencial, o excesso de oferta monetária, o excesso dos preços das matérias-primas, aumento da massa salarial sem existência de aumento de produtividade, açambarcamento, excesso de concessão de crédito e por fim, uma outra razão para a ocorrência de inflação é a sua própria oscilação provocada pelas expectativas dos agentes económicos; de facto, muitos preços futuros são fixados no presente tendo em conta as expectativas quanto ao futuro levando a que preços como os salários e os juros, entre outros, incorporem já a inflação futura esperada.
A inflação arrasta consequências para a economia, como a depreciação do valor da moeda, deterioração das condições de vida das pessoas, e por último o agravamento do processo inflacionário.
Agora passamos para a explicação do cálculo da taxa de inflação. Existe o IPC (Índice de Preços do Consumidor), que traduz as variações de preços de bens e serviços.
A taxa de Inflação calcula-se a partir da fórmula:
Inflação ano Z = (IPC do ano Z x 100) / (IPC do ano Y) - 100
A determinação do cálculo do IPC é feita através de um inquérito, com o fim de saber qual o conjunto de bens e serviços representativos de uma família média.
A inflação tem um papel importante e relaciona-se com o custo e nível de vida, e por sua vez o custo de vida e o nível de vida têm sentido oposto entre si.
Nível de vida corresponde à quantidade de bens e serviços que estão à disposição e à altura dos rendimentos de cada família, enquanto que o custo de vida corresponde ao custo de vida das pessoas, pois há pessoas com mais gastos do que outras e com mais rendimentos do que outras.
Se o custo de vida aumentar, o nível de vida sofre uma redução e vice-versa. Assim, a inflação tem efeito negativo porque se o custo de vida aumentar, o nível de vida diminui e é muito mau para a população.
A taxa de juro está relacionada com isto porque se se aumentar a taxa de juro a população é obrigada a reter o dinheiro e, assim, os preços dos produtos não sofrem um aumento significativo. Deste modo, o aumento da taxa de juro nem sempre tem efeitos negativos.
Trabalho realizado por Roberto Santos, aluno do curso profissional de Turismo Ambiental e Rural

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Compreender os efeitos da inflação

Na aula de hoje, os alunos aprenderam a calcular a taxa de inflação e ficaram a perceber a importância que a inflação tem no estado da economia de qualquer país. Analisaram-se as causas e consequências da subida da taxa de inflação e a sua relação com as taxas de juro e o nível de vida das populações.
No final da aula, os alunos construíram um gráfico com a evolução da taxa de inflação em Portugal nos últimos 35 anos. Fica o registo do melhor trabalho, elaborado pela Marlene Pinto, aluna nº 12. Saudações turísticas

O que se passa no Pólo Turístico do Douro?

Em anexo regista-se uma notícia sobre a Região de Turismo do Douro publicada num jornal de referência.
Foi entregue pelo Roberto e pela Débora e pretende dar a conhecer alguns dos problemas com que se depara esta região turística. Leiam a notícia com atenção e vejam de que forma é que se podem perder financiamentos importantes.
Saudações turísticas

domingo, 5 de outubro de 2008

Análise de gráficos

A partir do que foi leccionado nas últimas aulas sobre a lei da oferta e da procura, torna-se importante saber construir gráficos de linhas, mas também saber analisá-los da melhor maneira, a fim de que não sejam cometidos erros de interpretação.
Assim, proponho que analisem os gráficos em anexo, tendo em conta tudo aquilo que aprenderam sobre a lei da oferta e da procura. Tentem descobrir qual seria o preço de equilíbrio para o exemplo proposto.
Se quiserem visualizar melhor os gráficos, cliquem sobre a figura.
Saudações turísticas

sábado, 4 de outubro de 2008

A lei da oferta

Na aula anterior continuámos os assuntos das leis da oferta e da procura. Já tinha escrito sobre a Lei da Procura, faltava só falar sobre a Lei da Oferta.
Irei então explicar em que é que se baseia a Lei da Oferta e que relação se estabelece entre as duas leis (a da oferta e a da procura).
A Lei da Oferta estabelece-se na relação entre a oferta e o preço de um bem. Existe uma relação entre o preço de mercado de um bem e a quantidade oferecida pelos vendedores: as quantidades oferecidas diminuem sempre que descem os preços.
Para compreendermos esta lei é preciso que nos coloquemos no papel de um vendedor e pensar o que faríamos se, por exemplo, vendessemos 5 calças de ganga a 30€ e quiséssemos mais lucro, sabendo que havia muitos meios financeiros no mercado…. O que faríamos? Claro, aumentávamos o preço de mercado para obtermos mais lucro na venda das calças, como nos mostra o primeiro gráfico.
Depois o professor falou da co-relação entre o gráfico da Lei da Procura e o da Lei da Oferta, de forma a encontrar o preço de equilíbrio, ou seja, é o preço ideal de um produto para ser vendido. Para isso é preciso colocar gráficos sobrepostos de maneira a que se encontre o lugar do gráfico onde as duas linhas se cruzam. Veja-se o segundo gráfico. O preço de equilíbrio, no exemplo dado, seria 80 Euros.
Trabalho realizado por Roberto Santos, aluno do curso profissional de Turismo Ambiental e Rural

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A formação dos preços no mercado: a lei da procura

Na última aula o tema predominante foi a moeda. O professor começou por explicar quais as relações que o BCE (Banco Central Europeu) mantém com as taxas de juro.
Ao BCE cabe-lhe manter a gestão do Euro (€) e fixar as taxas de juro para todos os países que englobam a zona Euro. Gere o controlo da oferta de moeda e as condições dos créditos e ainda controla os preços.
A taxa de juro é aumentada de forma a fazer com que as pessoas gastem menos dinheiro, e é diminuida quando se quer que as pessoas gastem mais dinheiro.
De seguida falámos da formação de preços que está relacionada com a Lei da Oferta e com a Lei da Procura. Vimos que nos mercados os vendedores estipulam preços de venda e trocam bens e serviços.
Os vendedores correspondem à oferta assim como os compradores correspondem à procura…
Entramos assim na Lei da Procura que nos diz que o preço de mercado e a procura de produtos estão relacionados entre ambos. Assim, quando o preço é baixo há muita procura, mas se o preço aumentar, a procura irá começar a reduzir, como mostramos no gráfico. Logo, pela análise do gráfico, um dos factores que mais determina a procura de um bem é o preço desse bem.
Tenho bem fresco ainda na mente o exemplo dos telemóveis. Os anúncios publicitários da televisão que oferecem telemóveis pelo preço da chuva fez com que a procura disparasse positivamente. O outro exemplo é a gasolina que nos mostrou a diminuição da procura à medida que o preço aumentava.
No próximo artigo deixaremos a explicação para a Lei da Oferta.
Saudações
Trabalho realizado por Roberto Santos e Débora Gonçalves, alunos do curso profissional de Turismo Ambiental e Rural

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O crédito e a crise financeira mundial

Imaginemos que precisamos de pedir um empréstimo de 1000€ a um banco. Recebemos o dinheiro do banco, a seguir investimo-lo e depois de todo gasto teremos de devolver o dinheiro ao banco em valor inteiro ou em valor partilhado por mensalidades. Iniciamos assim o assunto de taxa de juros. A taxa de juro é o valor que será calculado sobre o valor pedido aos bancos, e é este dinheiro que terá de ser pago pela família que pediu o empréstimo.
Vou passar a explicar:
Supunhamos que a taxa de juro está a rondar 5,5% e este valor será aplicado no dinheiro pedido. Ora vejamos, 5,5% de 1000€ é 55€, logo o valor total que a pessoa teria que pagar ao banco seria 1055€.
Agora entram aqui vários tipos de taxas Euribor. Entre as mais conhecidas estão a Taxa a 3 meses, a 6 meses e a taxa a 1 ano. Este 3 meses e 6 meses significa que se o valor da taxa Euribor for alterado, só 3 ou 6 meses depois é que será aplicado na prestação mensal paga, e assim acontece o mesmo processo aos outros tipos de taxas Euribor.
O que agora irei falar é do actual estado de crise mundial. Começo do princípio para que todos percebam o que estou a falar e a que é que me refiro. As famílias fazem empréstimos, mas a taxa Euribor por exemplo há um ano atrás era bem diferente e bem mais baixa que a actual.
Assim, as famílias pagam mais nos empréstimos ao banco actualmente do que na altura em que começaram a fazer os pagamento do empréstimo.
Com este aumento torna-se impossível a algumas famílias pagarem mensalmente o valor estipulado pelos bancos devido aos acréscimos da taxa de juro. Ao não pagarem aos bancos devido às prestações que começam a tornar-se inalcançáveis para as remunerações mensais das famílias, os bancos vão deixando de ter meios financeiros para poderem devolver o dinheiro ao Banco Central Europeu (BCE) ou a outros bancos. Actualmente, o BCE empresta fundos aos bancos comuns para estes poderem emprestar às famílias que quiserem solicitar um pedido de empréstimo.
Continuando, se o banco não receber o dinheiro por parte das famílias começa a endividar-se porque terá que pagar ao Banco Central Europeue a outros bancos e não tem como o fazer. O banco pode entrar em ruptura e até em estado de falência. Foi o que aconteceu com um dos grandes bancos Americanos, o AIG, que é patrocinador dum colosso do futebol mundial, o Manchester United e que está envolto numa grande crise
Se os maiores bancos norte-americanos continuarem a falir teremos uma enorme depressão, o que poderá originar um colapso do dólar e termos assim mais um agravamento da inflação, que é uma alta geral dos preços correspondente a uma disparidade entre a procura global e a oferta global de bens e serviços.
Trabalho realizado por Roberto Santos, aluno nº 13 da turma do curso profissional de Turismo Ambiental e Rural

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Exercícios práticos sobre a produtividade

Nas últimas aulas temos realizado diversos exercícios práticos sobre a noção de produtividade. Para o teste de avaliação que se aproxima será importante que saibam realizar exercícios com os factores de produção.
A produtividade - um dos conceitos básicos da Economia - relaciona a quantidade produzida com a quantidade de factores de produção utilizados. Esta relação é dada através de uma divisão: a quantidade produzida a dividir pela quantidade de factores de produção.
Existem dois tipos de factores de produção: o trabalho e o capital. O factor "trabalho" representa não apenas o tempo de trabalho humano dispendido na produção, mas também as capacidades e conhecimentos das pessoas utilizados na produção. O factor "capital" inclui todos os bens duráveis produzidos com o fim de produzirem ou apioarem na produção de outros bens ou serviços, tais como as máquinas industriais, os equipamentos informáticos, os equipamentos de telecomunicações, os equipamentos de transportes e as instalações.O quadro em anexo representa os custos necessários para produzir 120 viagens de barco no rio Douro. Admita-se que o custo de cada unidade de capital é de 300 Euros e que o custo de cada unidade de trabalho é de 80 Euros.
Menciona a combinação de factores mais vantajosa? Justifica a tua resposta.
Saudações turísticas

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O circuito económico no turismo

Na disciplina de Turismo e Técnicas de Gestão do curso de Turismo Ambiental e Rural estamos a desenvolver o módulo 1, que tem como tema a actividade económica.
As primeiras aulas têm sido destinadas a compreender o funcionamento do circuito económico.
Um circuito económico consiste numa representação dos fluxos reais e monetários desenvolvidos entre os diversos agentes económicos, permitindo uma visão simplificada da realidade económica.
Os fluxos reais correspondem aos movimentos de bens e serviços (por exemplo, matérias-primas), enquanto que os fluxos monetários dizem respeito a movimentos de moeda (por exemplo, empréstimos bancários). Dada a complexidade da realidade, é óbvio que não podemos representar todos os fluxos realizados entre os mais diversos agentes económicos, mas apenas, os principais. Assim, Deixo-vos com uma simplificação do circuito económico respeitante à actividade turística.
Saudações turísticas